Abortos de repetição: O que fazer quando ninguém te dá respostas?

Abortos de Repetição: Quando Investigar e Como Garantir os Exames pelo Plano de Saúde?

A perda gestacional é um momento extremamente difícil para qualquer mulher, e quando acontece repetidamente, as dúvidas e frustrações só aumentam. Infelizmente, muitas tentantes enfrentam a dor de múltiplos abortos sem respostas claras sobre o que pode estar causando essas perdas.

A boa notícia é que existem exames específicos para investigar abortos de repetição e identificar possíveis causas tratáveis. O problema? Muitos planos de saúde negam a cobertura desses exames, deixando as mulheres sem diagnóstico e sem tratamento adequado.

Se esse é o seu caso, saiba que você tem direito a realizar esses exames e pode recorrer caso o plano de saúde negue a cobertura.

Neste artigo, vamos falar sobre:

🔹 Quais são os exames essenciais para investigar abortos recorrentes
🔹 O que fazer se o plano de saúde negar a cobertura
🔹 Decisões judiciais que garantiram exames para mulheres tentantes

Quando investigar abortos de repetição?

De acordo com a medicina, um aborto espontâneo é algo relativamente comum. Mas quando uma mulher passa por duas ou mais perdas gestacionais consecutivas, já é considerado aborto de repetição, e a investigação se torna essencial.

Existem diversas possíveis causas para os abortos recorrentes, incluindo:

✔️ Alterações genéticas
✔️ Problemas na coagulação do sangue (como trombofilia)
✔️ Alterações hormonais
✔️ Doenças autoimunes
✔️ Malformações no útero

O diagnóstico correto pode aumentar consideravelmente as chances de uma gravidez saudável no futuro. Mas para isso, é preciso realizar exames específicos que identifiquem a causa do problema.

Quais exames são essenciais para investigar abortos recorrentes?

Para cada causa possível, existem exames que podem ajudar a entender o que está acontecendo. Alguns dos principais incluem:

🩸 Exames genéticos – Para verificar alterações cromossômicas nos pais ou no feto.
🩸 Exames de trombofilia – Avaliam distúrbios na coagulação do sangue que podem estar impedindo a gestação de evoluir.
🩸 Dosagens hormonais – Identificam problemas como síndrome dos ovários policísticos (SOP) e insuficiência lútea.
🩸 Exames imunológicos – Avaliam se doenças autoimunes podem estar causando a rejeição do embrião.
🩸 Histerossalpingografia e histeroscopia – Para investigar malformações no útero.

Esses exames são essenciais para um diagnóstico preciso, mas infelizmente, muitas mulheres encontram uma barreira logo no início: a negativa do plano de saúde para custeá-los.


O que fazer se o plano de saúde negar os exames?

A negativa de exames para investigar abortos de repetição é ilegal e pode ser contestada. Os planos de saúde costumam alegar que alguns desses exames não fazem parte do rol da ANS, mas essa justificativa não tem fundamento quando há uma prescrição médica justificando a necessidade do exame.

Se o plano de saúde negou a cobertura dos seus exames, siga este passo a passo:

📌 1. Peça a negativa por escrito – O plano é obrigado a fornecer um documento explicando o motivo da recusa. Isso será essencial para contestar a decisão.

📌 2. Reúna sua documentação médica – Tenha em mãos a solicitação médica, exames anteriores e qualquer outro documento que comprove sua necessidade.

📌 3. Entre com um pedido na Justiça – Muitas mulheres conseguem reverter a negativa rapidamente com uma ação judicial. Dependendo do caso, é possível conseguir uma liminar para realizar os exames de imediato.


Decisões judiciais que garantiram exames para mulheres tentantes

A Justiça tem entendido que os planos de saúde não podem negar exames fundamentais para diagnosticar abortos recorrentes, e diversas decisões já obrigaram operadoras a custear esses procedimentos.

Caso 1: Uma mulher que sofreu quatro abortos consecutivos teve exames negados pelo plano de saúde. Com uma ação judicial, ela conseguiu realizar todos os exames indicados pelo médico.

Caso 2: Outra paciente, que enfrentava abortos de repetição sem explicação, precisou entrar na Justiça para garantir exames genéticos e imunológicos. O juiz concedeu liminar favorável e determinou que o plano cobrisse todos os custos.

Caso 3: Uma mulher com histórico de trombofilia teve negado o exame de mutação do gene MTHFR. Após recorrer judicialmente, a decisão foi revertida e o plano de saúde foi condenado a custear não apenas os exames, mas também o tratamento necessário.


Se você está enfrentando abortos de repetição e precisa de exames para investigar a causa, não aceite negativas do plano de saúde como resposta final.

A Justiça tem reconhecido o direito das mulheres tentantes e garantido a cobertura desses exames essenciais.

Se o plano negou seus exames, procure ajuda especializada. Com um pedido judicial, é possível garantir que você tenha acesso ao diagnóstico correto e aumente suas chances de realizar o sonho de ser mãe.

Quer saber mais sobre como garantir seus direitos? Entre em contato e vamos lutar juntas para que você tenha o tratamento que merece!

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